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200 1 _aO esquecimento global
_fMiguel Miranda
210 9 _aLisboa
_cTeodolito
_d2025
215 _a255 p.
_d24 cm
330 _aOs gigantescos e incontroláveis incêndios engoliram as florestas, os campos e as casas do Interior, provocando o êxodo da população para a cidade. Para além da cidade, já nada existe. A não ser terra negra e árvores petrificadas. O ar do Interior, outrora puro e fresco, é agora pestilento, o bafo do vento é letal. Do nada, surgem pragas e epidemias que vão dizimando a humanidade e confinando-a ao burgo Ð o único lugar seguro. Algures dentro da cidade, um escritor sociopata apaixonado habita um condomínio insano, onde todos gritam e ninguém se conhece. Vive alternadamente três compulsões: a paixão pela sua amada, a escrita de uma peça de teatro e a sede de matar desconhecidos. O escritor vive um jogo de caixas: a paixão dentro da casa, a casa dentro do condomínio, o condomínio dentro da cidade. A cidade dentro de nada. As relações do protagonista são conturbadas e estranhas: com a sua amada presente e ausente ao mesmo tempo; com o seu editor; com o seu psiquiatra; com o administrador do condomínio. O Esquecimento Global é uma viagem ao estado supremo do caos a que poderá conduzir a forma de vida dos tempos modernos, com a sobrelotação das cidades, o abandono dos campos, as alterações climáticas, o flagelo dos fogos florestais, as pandemias cada vez mais virulentas. A insanidade é global: dos protagonistas e de todas as personagens, contagiados pelo caos e pelo esquecimento global sobre os motivos que levam a sociedade a caminhar a passos largos para o abismo
606 _aLiteratura portuguesa
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